COMPARTILHE
(Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA)

Na noite última quarta feira, o Grêmio conquistou sua terceira Libertadores da América, o Tri da competição sul-americana veio após vitória por 2 x 1 sobre o Lánus-ARG (3 x 1 no placar geral, jogo na Arena foi 1 x 0 para os gaúchos), na casa do adversário, com esta conquista os tricolores garantiram vaga no Mundial de Clubes de 2017, veja aqui os caminhos da conquista gremista.

CAMPANHA NA FASE DE GRUPOS:

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

O caminho para o Grêmio conquistar o Tri da América começou na Venezuela, em Barinas, diante do Zamora, o time havia sido campeão venezuelano na temporada anterior e treinador Francesco Stifano implementou um toque de bola refinado no clube, fazendo com que sempre jogassem com a bola no chão, mas apesar de apresentar alguns erros defensivos, o tricolor gaúcho fez 2 x 0 em sua estreia na Libertadores, gols de Léo Moura e Luan.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Em seu segundo embate, os tricolores tiveram sua primeira partida dentro de casa, diante do pouco conhecido Deportes Iquique, o time chileno estava em sua segunda participação na competição continental, anteriormente em 2013 havia ficado na fase de grupos, o jogo diante do Iquique parecia fácil e logo o Grêmio já estava com 3 x 0 no placar, jogando um futebol convincente e tudo levava a crer que faria ainda mais, mas o adversário ajustou a marcação, adiantou as linhas e no segundo tempo complicou o jogo para os gremistas, fazendo dois gols em 22 minutos fez dois gols, o resultado ligou um sinal de alerta ( em um jogo seja contra quem for, não pode haver nana neném, frase usada pelo comandante Renato Portaluppi), os tentos gaúchos foram marcados por: Luan 2x e Miller Bolaños.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Na terceira batalha o Grêmio novamente iria jogar fora de casa, desta vez contra o Guaraní-PAR no Paraguai, time que os tricolores já tinham enfrentado pelas oitavas de final da torneio continental de 1997, naquela oportunidade, após dois resultados iguais de 2 x 1, o clube gaúcho levou a melhor nos pênaltis, mas desta vez o confronto seria pela fase de grupos, e os tricolores levaram a campo um time completamente reserva, pois estavam dividindo suas atenções entre Libertadores e a semifinal do Gauchão, mesmo com um elenco desentrosado, os gremistas tiveram grandes oportunidades de abrir o placar com Lucas Barrios, sem converter suas chances os tricolores começaram a dar espaço para os aurinegros que fizeram 1 x 0 aos 25 do segundo tempo com Rodrigo López, e aí entrou a estrela do treinador Renato Portaluppi, o único titular que estava relacionado para está partida era Pedro Rocha, e foi ele que fez o tento gaúchos aos 34 minutos, final: 1 x 1. O Grêmio na liderança do grupo 8 com sete pontos.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Vindo de uma doida eliminação no Gauchão, o Grêmio estava focado só na Libertadores neste momento, e com força máxima, o tricolor voltaria a enfrentar o Guaraní-PAR, desta vez em Porto Alegre, e em uma das suas melhores partidas até o momento na competição, os azuis, pretos e brancos fizeram 4 x 1 nos paraguaios, tendo uma atuação de gala para Lucas Barrios, o mesmo que havia perdido gols incríveis no Paraguai, agora em terras gaúchas deixou sua marca por três vezes, o outro gol gremista foi do zagueiro Pedro Geromel, com o resultado os gremistas seguiram na ponta do grupo 8, agora com 10 pontos, estando quase classificados para o mata-mata.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Chega a quinta rodada, penúltima, diante do Deportes Iquique no Chile, uma vitória classificaria o Grêmio as oitavas de final com um jogo de antecedência, e aos 19 da etapa inicial o time gaúcho saiu na frente do placar, em cobrança de escanteio ensaiada, Luan cobra na primeira trave, Kannemann escorra de cabeça para trás e Lucas Barrios chega estufando para as redes na pequena área, mas em dois lances de bola parada, os gremistas tomaram a virada, 2 x 1 para o Iquique, os gols chilenos foram de lances polêmicos, falta inexistente e pênalti duvidoso, os jogadores reclamaram da arbitragem, mas apesar dos lances complexos, perderam também dentro de campo, jogaram abaixo do que vinham apresentando anteriormente e conheceram sua primeira derrota na fase de grupos.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Na última partida da primeira fase, o Grêmio vislumbrava chegar a ter a melhor campanha da Libertadores e para tal feito precisaria ganhar de no mínimo 7 gols de diferença do Zamora-VEN, jogando em Porto Alegre, os tricolores quase conseguiram fazer o resultado que queriam, tiveram diversas chances de gol, um pênalti desperdiçado, mas o placar final foi 4 x 0, gols de: Luan 2x, Pedro Rocha e Lucas Barrios, e com isso os gaúchos ficaram com a terceira classificação no geral, atrás de Lánus-ARG (2º) e Atlético Mineiro (1º). Agora era só esperar o sorteio para saber quem seria o adversário nas oitavas de final.

MATA-MATA:

8ªs de Final:

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Passado a fase de grupos, chegava as oitavas de final, e um fantasma pairava sobre a torcida gremista, afinal o Grêmio não conseguia passar as quartas de final nos últimos anos e tendo quatro eliminações recentes (2011, 2013, 2014, 2016), mas a torcida deixava o prognostico de lado e acreditava que este ano a história seria diferente. O adversário: Godoy Cruz-ARG, time que chegava pela primeira vez no mata-mata e vinha fazendo uma campanha regular na competição continental, pelos critérios de classificação o primeiro jogo foi na Argentina. E com um gol relâmpago, aos 50s de partida os gremistas abriram 1 x 0 com Ramiro, placar que se manteve até o apito final e dava a vantagem de jogar por um empate na partida de volta.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

No jogo de volta, desta vez em Porto Alegre na Arena Tricolor, os gaúchos vinham com a vantagem do primeiro jogo ganharam de 1 x 0 na Argentina, mas no inicio do jogo tomaram um susto e o fantasma das oitavas parecia ser real, em chute de longe, Javier Correa pega Marcelo Grohe adiantado e empata a conta, 1 x 1 no geral, partida indo para as penalidades, só que um herói apareceu e espantou qualquer tipo de problema, com dois gols de Pedro Rocha (última batalha do jogador pelo tricolor, se transferiu para Rússia), o Grêmio abre 2 x 1, 3 x 1 no agregado e avança as quartas de final.

4ªs de Final:

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Chegaram as quartas de final e algumas peculiaridades estavam fazendo a torcida sonhar ainda mais com o Tri da América, assim como em 1995 (ano do Bi da Libertadores), o caminho para as semifinais trouxeram um time brasileiro ao caminho do Grêmio, em 95 foi o Palmeiras, neste ano o Botafogo, o clube carioca vinha tendo uma campanha sólida, eliminando campeões como: Olimpia-PAR e Nacional-URU nas fases anteriores, o Grêmio  estava desfalcado para o primeiro jogo de dois dos seus principais guerreiros, Luan e Geromel, Arthur e Bressan foram seus substitutos, ambos jogaram bem, com destaque maior para o meia, a partida inicial foi no Nilton Santos no Rio de Janeiro e ficou 0 x 0, ambas as equipes tiveram chances de abrir o placar, mas pararam nos goleiros: Gatito Fernández dos cariocas e Marcelo Grohe dos gaúchos.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Na partida de volta das quartas de final, o Grêmio teria que ganhar para avançar de fase, um placar simples bastava e ele veio, saiu da cabeça de Lucas Barrios, em cruzamento perfeito de Edílson o lateral encontrou Barrios na área e o centroavante rasgou a defesa botafoguense, para mandar a bola para o fundo das redes, 1 x 0 para os gremistas, mas o alívio veio só após o apito final, o placar mínimo era perigoso, pois de o Botafogo empatasse a classificação seria carioca pelo critério do tento fora de casa, só que apesar de levar perigo a meta de Marcelo Grohe o time alvinegro não conseguiu fazer gol, e classificação para as semifinais estava concretizada. Após oito anos o Grêmio voltava a estar entre os quatro melhores da América.

Semifinal:

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Nesta fase mais uma semelhança com a conquista do Bi de 1995, fazia a torcida tricolor acreditar que o Tri da América estava chegando, assim como à 22 anos atrás, novamente o Grêmio enfrentaria um equatoriano nas semifinais, naquele ano foi o Emelec-EQU, desta vez o Barcelona-EQU, equipe que eliminou dois brasileiros, Palmeiras nas oitavas e Santos nas quartas, e por isso merecia todo cuidado, a primeira partida foi no Equador e diante de um estádio lotado o Grêmio não tomou conhecimento do adversário e fez 3 x 0, gols de Luan 2x e Edílson, mas se engana quem acha que este jogo foi fácil, o sósia do time espanhol, teve várias chances claras de gol e em uma delas, Marcelo Grohe fez uma defesa fenomenal, ao defender um chute a queima roupa de Ariel Nahuelpán, quando o placar marcava 2 x 0, em um daqueles lances que trouxe a mente dos torcedores, a famosa frase “sorte de campeão”, se saísse o gol ali, poderia mudar o rumo da semifinal.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Com a vantagem obtida de 3 x 0 na casa do adversário, o Grêmio jogava podendo perder por até dois gols que avançaria a grande final da Libertadores, desfalcado do centroavante Lucas Barrios (machucado), o treinador Renato Portaluppi, optou por colocar Cícero na posição de centroavante, ainda sem ritmo o meia não correspondeu, e perdeu no mínimo dois gols feitos, tentando um feito inédito o Barcelona-EQU, tentava reverter a vantagem construída pelo tricolores no primeiro jogo, fizeram um gol com Jonatan Álvez, mas ficou nisso e apesar de não mostrar todo seu futebol, os gaúchos avançaram a final e agora depois de 10 anos tinham novamente a chance de chegar ao Tri da América.

A grande final – A glória eterna:

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Depois de erros, saída de jogadores, e vários acertos, o Grêmio chega a final da Libertadores da América, depois de 10 anos e justamente contra um adversário do mesmo país para quem perdeu em 2007. Um time argentino outra vez pela frente e agora um que parecia ser invencível, sim o Lanús veio para a decisão depois de passar por dois clubes conterrâneos, San Lorenzo-ARG e River Plate-ARG, em duas viradas históricas, nas quartas de final contra o time do Papa, perderem a primeira partida por 2 x 0, na volta igualaram o placar e ganharam nos pênaltis, contra o River nas semis, derrota por 1 x 0 no jogo inicial, e na volta estavam perdendo por 2 x 0 e viraram para 4 x 2, chegando a decisão como um time temido e que o Grêmio teria dificuldade para ganhar.

O primeiro jogo:

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Por ter uma campanha inferior o Grêmio (3º no geral) enfrentou o Lanús (2º), tendo que jogar a primeira partida em Porto Alegre, nas finais não tem critério do gol fora, mas fazer saldo seria importante para ter uma missão mais branda na casa do adversário, com a Arena lotada, com mais de 55 mil pessoas, o time gaúcho foi pra cima, só que não conseguia imprimir seu ritmo de jogo rotineiro, (e para piorar Kannemann que estava pendurado toma o terceiro amarelo e estava fora do jogo de volta), os argentinos foram os mais perigosos na primeira etapa, obrigando o arqueiro gremista Marcelo Grohe a fazer duas defesaças monumentais.

(Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA)

Veio a segunda etapa, e a esperança da torcida de que ao menos um gol saísse, mesmo que seja uma vantagem pequena, mas poderia ser valiosa, e de tanto insistir o tento tricolor saiu, e pelas mãos do técnico Renato Portaluppi, que soube ler o jogo e fez trocas que mudaram o rumo da partida, tirou Fernandinho e pós Éverton, depois sacou Jaílson e colocou Cícero e por fim tira Lucas Barrios e coloca Jael.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Algum desavisado poderia achar que o comandante estaria louco, que as mexidas não iriam surtir efeito, mas quem conhece Renato sabe que ele é um predestinado e suas trocas foram cirúrgicas, e em após lançamento de Edílson para área, Jael escorra para frente, Cícero (veio para o Grêmio somente para jogar a Libertadores) chuta de esquerda a bola toca no goleiro Andrada e entra mansamente para o fundo das redes, 1 x 0 no finalzinho. Após o gol salvador, só mais um lance foi importante, este que poderia ter dado um placar melhor aos gaúchos para a segunda partida, em uma disputa de bola na Jael é derrubado, e o juiz não marca e nem pede o auxílio do arbitro de vídeo, deixando os tricolores enfurecidos, mas confiantes que mesmo com somente 1 x 0, este placar poderia ser o necessário para ser Tri da América.

O último jogo:

(Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA)

Sem Kannemann suspenso pelo terceiro amarelo, Bressan novamente teria a missão de segurar as ofensivas de um adversário fora de casa, assim como contra o Botafogo no Rio de Janeiro no primeiro jogo das quartas de final, mas agora na Argentina e na decisão, o zagueiro camisa 22, já havia ganho a confiança da torcida por ter feito atuações seguras neste ano, e só lhe faltava a chancela de um título para ficar marcado para sempre na história do clube, vontade e raça nunca lhe faltaram, e ele queria ter êxito mais uma vez.

(Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA)

Após vencer por 1 x 0 em Porto Alegre, qualquer empate seria suficiente para o Grêmio ser campeão, mas a equipe gaúcha sabia suas qualidades e não queria ficar somente administrando uma vantagem, mas sim buscar a vitória em terras argentinas. O Lanús teria a missão de virar mais uma partida, algo que estava acostumado com seus conterrâneos, só que agora teria o tricolor pela frente, e logo nos primeiros minutos de partida o time gaúcho mostrou que não tinha vindo para empatar, que buscava vencer, ser campeão, TriCampeão, pressionava o adversário, fazendo marcação alta, troca de passes, e em uma roubada de bola saiu o primeiro gol da partida, Fernandinho (primeiro gol dele na Libertadores), ganha a melhor no pé de ferro, e dispara na direção do arco de Andrada, a marcação tenta pará-lo, mas o camisa 21 ganha na corrida, bate firme, e abre o placar, 1 x 0 para o gremistas na Argentina, 2 x 0 no agregado.

(Foto: Divulgação/ GloboEsporte.com)

Apesar da vantagem ótima, o Grêmio não baixou a guarda e seguiu atacando, querendo aumentar ainda mais o score e chegar mais perto do Tri da América e aos 41 minutos da etapa complementar a pressão gremista surtiu efeito novamente, em outra roubada de bola, Jaílson se adianta a marcação do Lanús e aciona Luan (oitavo gol na competição continental), o camisa 7 domina,  avança, dribla dois e bate por cobertura na saída do goleiro argentino, 2 x 0 para o Grêmio e a torcida gremista que estava em 5 mil contra 40 mil, já gritava mais alto e sonho do título estava a mais 45 minutos de ser concretizado.

(Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA)

No final do primeiro tempo, em lance no meio campo, Arthur que vinha fazendo ótimo jogo, toma um chute no tornozelo, fica caído, levanta, mas segue mancando, a etapa inicial termina e ele volta do intervalo, mas visivelmente jogando no sacrifício é substituído por Michel, e a falta do camisa 29, é quem faz a bola fluir no meio campo gremista, fez com que o Lanús crescesse na partida, tendo chances de gols mais perigosas, os argentinos passaram a ser melhores que os gaúchos no jogo, e aos 26 da etapa final, pênalti para os granates (apelido do Lanús), na cobrança Sand desloca Marcelo Grohe e chega a nove gols na competição (artilheiro isolado), mas os gaúchos seguiam lutando bravamente e mesmo sem conseguir jogar como nos primeiros 45 minutos, tiveram a chance de matar a partida com Luan novamente, após Fernandinho roubar a bola e servir o camisa 7, ele tenta tirar demais do goleiro, toca por cima de Andrada, mas a bola não entra.

(Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA)

O Grêmio soube segurar a pressão que os argentinos fizeram, e apesar de ainda ter tido Ramiro expulso já no final da partida, após o gol de pênalti do Lanús o time argentino mesmo com um a mais, não conseguiu ter nenhuma outra chance clara de gol, com o cronômetro sendo favorável os gaúchos contavam os minutos para gritar Tricampeão da América, seguram os granates até o fim e aos 50 minutos o grito de Campeão saiu da garganta dos torcedores gremistas, que conquistaram sua terceira Copa Libertadores, em três décadas 80, 90 e 2000 e a terceira que é levantada por um capitão zagueiro, 1983 (levantada por Hugo de Léon) a primeira, a segunda em 1995 (Adilson Batista) e o Tri em 2017 (Pedro Geromel).

PRÊMIO INDIVIDUAIS E NÚMEROS:

(Foto: Marcelo Endelli/ Getty Images)

Além da taça do título, e da premiação de 25 milhões de reais, o Grêmio também teve três prêmios individuais, melhor em campo, jogador do torneio e melhor zagueiro, indo estes para Arthur, Luan (8 gols na competição, dois no mata-mata e um na final), e Pedro Geromel respectivamente, na Libertadores de 2017 o tricolor gaúcho fez 25 gols e sofreu 8, em 14 partidas, teve 10 vitórias, duas derrotas e dois empates.

RENATO ENTRA PARA UM SELETO GRUPO:

(Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA)

A frase memorável do narrador esportivo José Armindo Ranzolin, “Predestinado Renato”, 34 anos depois volta a fazer sentido novamente, realmente Renato Portaluppi é um iluminado, tem estrela, e ela brilha, após tirar o Grêmio da fila de 15 anos sem títulos em 2016, com o Penta da Copa do Brasil, agora em 2017, ele é o regente da conquista do Tri da América, e com este feito para toda a torcida tricolor, ele conseguiu um individual, o de ser o primeiro comandante brasileiro a ser Campeão da Libertadores como jogador e treinador, em 1983 como atleta conquistou a taça vestindo azul, preto e branco e agora como comandante volta a conquistar pelo mesmo time.

A FESTA DA TORCIDA:

(Foto: Grêmio FBPA)

Após os títulos de 1983 e 1995, a torcida gremista estava sedenta novamente por reconquistar a América, e após o apito final na Argentina, e o Tri da América conquistado em 2017, a festa foi imensa de todos os tricolores espalhados pelo Rio Grande do Sul, Brasil e Mundo, e se estendeu por toda madrugada, mas o que se viu em Porto Alegre, ainda não tinha se visto nestas terras, a delegação gremista desembarcou em Porto Alegre por volta das 9h de quinta feira, e uma multidão os aguardavam no aeroporto, e um tri elétrico esperava os Campeões para uma carreata pela ruas da capital gaúcha.

(Foto: Grêmio FBPA/ Twitter)

O percurso com os campeões partiu do portão 8 do aeroporto, que dá acesso à Avenida Sertório em seguiu pela Farrapos, de onde rumou ao Centro da cidade. De lá, deslocaram-se pela Avenida Júlio de Castilhos, passando novamente pela Farrapos, onde deram acesso a A. J. Renner, seguindo pela Dona Teodora, para, enfim, chegar na Arena pela Voluntários da Pátria. O trajeto não era muito longo, mas sem pensar em questões de distância, e sim de amor, a torcida realmente abraçou os Tricampeões e seguiu junto em todo a carreata, fazendo de Porto Alegre um mar azul, preto e branco.

(Foto: Lucas Uebel /Grêmio FBPA)

E o ponto alto do título da Libertadores de 2017, ocorreu na chegada a Arena Tricolor, onde cerca de 25 mil torcedores esperavam para saudar os campeões, a união entre torcida e time foi vista claramente e com certeza este é um dos fatores que fazem do Grêmio Tricampeão da América neste ano, comandados pelo regente Luan (melhor jogador da competição continental), os gremistas presentes na comemoração entoaram cantos da Geral, zoações ao rival e o Hino do Clube, os familiares dos atletas também estavam na festa e confraternizaram no centro do gramado juntos com os heróis do Tri.