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As torcidas organizadas do Internacional Guarda Popular e Nação Independente estão suspensas por mais 90 dias de frequentar estádio e terão de se apresentar à polícia em dias de jogo do Inter por 90 dias. Além disso, o Juizado Especial Criminal (Jecrim) determinou a suspensão, pelo mesmo período, das duas organizadas, que não poderão levar faixas, uniformes e instrumentos ao Beira-Rio. A medida foi tomada por conta da briga ocorrida na quarta-feira, antes da partida entre Inter e Avaí, no Centro de Poa, 11 pessoas foram detidas.

A medida foi tomada na mesma noite em que a Guarda Popular, que já era alvo de outras duas medidas cautelares, teve sua suspensão prorrogada por mais um mês por ter levado uma faixa de identificação ao último Gre-Nal. Os prazos não são cumulativos. “A Guarda já tinha outras duas medidas cautelares por outras razões. O histórico pesou, embora os fatos de ontem já fossem suficientes. As medidas foram adotadas pela reiterada violência das torcidas. Por 90 dias, elas não poderão funcionar enquanto torcidas”, revelou o promotor Júlio César de Melo, que atuou no juizado durante a partida entre Inter e Avaí.

O confronto ocorreu antes da partida entre Inter e Avaí, e envolveu 30 pessoas na Avenida Borges de Medeiros, próximo ao Parque Marinha do Brasil, em frente à concentração do Inter, em Porto Alegre. Ao menos três pessoas foram encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro com ferimentos leves. Após atendimento, foram liberadas. 11 pessoas foram detidas, entre elas dois estrangeiros, um deles menor de idade.

De acordo com relato da Brigada Militar, as imagens registradas do local do tumulto mostram um grupo de torcedores, que portavam paus e pedras, indo em direção ao outro para iniciar o confronto. A câmera, porém, se moveu bem no momento do início da briga, o que impediu o registro das primeiras agressões.

A Brigada Militar apreendeu pedaços de pau com pregos, pedras e explosivos – que não chegaram a ser usados na briga.