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Foto: Ricardo Duarte/ Inter

Uma bomba caiu no Estádio Beira Rio hoje pela manhã, após ser divulgado pela imprensa, que o recurso obtido por Paolo Guerrero no mês de maio, acaba de perder a validade e o atacante peruano terá de ficar oito meses longe dos gramados, o que em tese, impede sua estreia pelo time vermelho.

O recurso havia sido concedido pela justiça comum da Suíça que optou por revogar o efeito suspensivo provisório concedido em maio deste ano ao jogador, o que o possibilitou de disputar a Copa do Mundo pela seleção do Peru. Guerrero terá de cumprir o restante da pena, ou seja, ficará mais oito meses sem poder atuar. Como esgotou seu último recurso, o jogador não tem mais opções jurídicas para reverter a decisão.

Paolo foi condenado inicialmente por um ano, após ser acusado por doping decorrente de um metabólico da cocaína, em outubro de 2017, após o jogo contra a Argentina pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Dois meses depois, o jogador conseguiu reduzir a pena para seis meses o que lhe permitiu atuar pelo Flamengo em maio deste ano e consequentemente, disputar o Mundial na Rússia.

No dia 6 de maio, apenas três dias depois de ser julgado em última instância pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) na cidade Suíça de Lausanne, Guerrero voltou a jogar pelo Flamengo, disputando três partidas pelo rubro negro carioca, contra Inter, Ponte Preta e Chapecoense, no qual acabou marcando um gol.

Ainda no mês de maio, o TAS, na Suíça, aumentou sua pena para 14 meses, contudo, o jogador obteve um efeito suspensivo provisório na Justiça Comum também na Suíça, o que permitiu sua participação na Copa do Mundo deste ano. O atacante atuou pela seleção peruana, que acabou eliminada ainda na fase de grupos onde marcou um gol na vitória de 2×0 sobre a Austrália. Após a eliminação da Copa, voltou para o Flamengo onde disputou mais quatro partidas pelo Campeonato Brasileiro. Este mês, assinou contrato de três anos com o Internacional, porém, não chegou a vestir a camisa do clube colorado.

Conforme divulgado pelo Inter, o jogador assinou um contrato de risco e produtividade, no qual teria uma meta de participação nos jogos, premiações e luvas a serem pagas junto com o salário que iria girar na casa dos 800 mil. O clube tinha convicção de que a punição voltaria à tona apenas no fim da temporada, o que não acabou acontecendo.

No momento, nem o jogador, seus advogados ou a diretoria do Internacional se manifestaram sobre a decisão, contudo, a direção colorada se mostrou surpresa com a notícia e uma reunião está sendo realizada durante a manhã para definir o que será feito. Somente após a reunião que o clube irá se pronunciar.